“Enorme Frustration”

12 06 2008

Foi assim, com um “enorme” e muita “frustration” que a mídia suíça descreveu a derrota para a Turquia na última quarta (11/06/08), que culminou com a desclassificação antecipada do país-sede da Eurocopa.

A Suíça começou bem no jogo, atacando muito, pressionando. De repente começa a cair uma tromba d’água, daquelas de fazer a bola perder velocidade e exigir muita técnica para deslizar a gorduchinha pelo meio de campo alagado. No meio do primeiro tempo, um cruzamento na área e pimba: 1×0 Suíça. A Fan Zone explode colorida de vermelha explode em alegria! No terraço da Universidade de Genebra, adaptado para receber os jornalistas com TVs de LCD, bar, carpete verde e um mini-lounge, todos os colegas correram para capturar os melhores momentos da comemoração. Uns pegarem seus equipamentos e começaram a transmitir ao vivo para rádios mundo afora. Do outro lado, jornalistas suíços aos gritos de euforia: “Allez la Suisse”!

Tudo parecia perfeito. Um a zero no primeiro tempo estava ótimo, melhor do que em sonho, se considerarmos que futebol europeu é futebol de resultado. Explico: aqui se joga pelo número, não importa se jogou mal ou bem, importa é fazer um golzinho e ganhar. Bem diferente do Brasil, onde as pessoas querem ver espetáculo, futebol bem jogado, com dribles e cintura mole, daquelas de envesgar o adversário. O futebol europeu chega a ser feio, chutão para um lado, passes desencontrados do outro, mas se no fim tudo der certo, tudo bem.

Voltemos ao jogo Suíça x Turquia. Eu torci para a Suíça, desde o começo da competição. Pôxa os caras nunca ganharam nada, estão sediando a Eurocopa pela primeira vez, organizaram uma bela festa, segura, bem feita, e ainda por cima eu moro aqui! Bom, veio o segundo tempo. E com ele a decepção.

A Suíça continuava bem no jogo. Pressiona daqui, pressiona dali; bola na trave, gols perdidos. O time suíço cedeu o empate, ficou bastante tempo com a bola, mas – e esse mas diz muito sobre a diferença entre futebol europeu e latinoamericano – falta aquele jogador que resolve as coisas. Aquele menino maluquinho que entra, dribla, penetra na área e chuta a gol. Chutar a gol, pelo amor de Deus! Faltou muito chute a gol para a Suíça, falta chute a gol na Europa. Falta o famoso “matador”, eles não têm isso por aqui.

E como diz o famoso ditado desconhecido por essas bandas: “Quem não faz, toma”. Eles tomaram. E foi duro o golpe, viu minha gente. Atacaram muito, e num único contra-ataque a Turquia fez o gol da desclassificação suíça. Foi praticamente uma morte súbita, por que estávamos nos acréscimo finais, quem fizesse levava. Suíça eliminada. Festa turca nas ruas.

Festa turca nas ruas de Genebra – 11/06/2008



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