Benin, Àfrica

10 07 2008

.

Acabei de voltar de uma viagem ao continente africano, especificamente ao Benin, um pequeno país na Costa Oeste da África, próximo a Ghana e a Costa do Marfim. A viagem fazia parte do programa do workshop sobre mudanças climáticas, ocorrido em Genebra entre 22 e 26 de junho último. O objetivo era observar os efeitos das mudanças naquele pequeno país e descobrir como pequenas populações rurais e iniciativas comunitárias estão lidando com a problemática do aquecimento global e seus efeitos.

Uma viagem inesquecível em termos profissionais e pessoais. Em breve, vou relatar tudo em detalhes para vocês.

Acessem a galeria de fotos aqui




Mudanças climáticas em Genebra

22 06 2008

Amanhã começa o workshop Climate Change 3 - Real Impacts and solutions, em Genebra, organizado pelo Media21, com a participação de quase 40 jornalistas, agências das Nações Unidas e muitos outros parceiros. Após três meses de trabalho, tenho aqui comigo o programa, a lista de participantes, os especialistas que falarão aos jornalistas e a viagem ao Benin, na África, programada para sexta-feira, dia 27 de junho. Bate um certo medo olhar o tamanho do evento, mas agora está tudo pronto, salvo alguns problemas de última hora, como participantes bloqueados em aeroportos e vôos cancelados. O primeiro dia será na Organização Mundial de Metereologia (WMO na sigla em inglês)…

Leia mais, clique aqui.





Turcos espremem laranja

22 06 2008

Inacreditável. O que os suíços estavam chamando de “la vague oranje” (a onda laranja) e vinha contagiando o país com seu bom futebol e uma enorme e alegre torcida, está fora da Eurocopa após um jogo nada empolgante com a Rússia. Até essa fase do campeonato, a Holanda, na minha opinião, foi o único time que apresentou um futebol bem jogado e ao mesmo tempo bonito. No fundo eu torcia para a Holanda levar essa Eurocopa. Mais uma vez o time laranja fez bonito, mas não levou. Os russos colocaram vodka na laranja e, mais resistentes ao líquido, beberam a laranja holandesa, com 3 gols - dois deles já na prorrogação.

Uma pena, o melhor futebol da Eurocopa está fora do campeonato. Nas semi-finais ficaram Alemanha, Rússia, Turquia e o vencedor do confronto entre Itália e Espanha, jogo que acontece hoje (22/06/2008).

Essa vitória da Rússia foi algo que me surpreendeu, eu esperava uma Holanda firme e massacrante. Para mim foi uma vitória de ocasião, visto que o futebol russo não tem expressão alguma. Para se ter uma idéia, nem fotos da comemoração russa eu consegui fazer: não tinha russos no local! Após o jogo andei pelas ruas e contei apenas 5 carros com a bandeira russa! Triste. Sendo assim, publico aqui as fotos da vitória turca sobre os croatas.

E após o jogo com a Croácia, festa turca nas ruas. Os turcos são muito animados, têm um jeito peculiar de celebrar a vitória. Eles cantam o nome da Turquia (eles dizem “turquiiê) em voz alta, fazem aquele barulho enorme. De repente, alguém faz sinal de silêncio e todos se abaixam, ficam quietos. Um homem ao centro pronuncia algumas palavras em turco e a multidão vai respondendo. O som das vozes vai aumentando e de repente, todos se erguem de novo numa cantoria ensurdecedora. E tudo isso no meio da rua! Com a polícia cuidando para que nenhum acidente aconteça. Curioso ver as moças de jeans e lenços ao redor dos cabelos torcendo para a Turquia. E eu lá, no meio de tudo com a minha camiseta verde do Brasil. Ouvi de tudo, de “… O Brasil está na Eurocopa”? até “….Parabéns pelos cinco títulos mundiais”. Para o bem ou para o mal, a camiseta verdinha e amarela brasileira nunca passa despercebida.

Fotos: Ana Paula de Andrade




Entre o futebol e o dever

14 06 2008

Estar em uma cidade-sede da Eurocopa e acompanhar toda essa adrenalina e movimentação, não tem preço. Além de adorar futebol e de gostar de Genebra, estou aproveitando a oportunidade para aprender e ganhar alguma experiência. Me inscrevi junto a organização cantonal do Euro2008 e consegui uma credencial para frequentar a Fan Zone e o Fan Village e suas áreas VIPs, e ter livre acesso aos locais reservados para a imprensa, além de ser convidada para as coletivas. Minha credencial não me dá direito a ir ao estádio ver as partidas e nem aos eventos organizados pela UEFA, mas já ajuda muito. Como estou tendo muito trabalho nessas últimas semanas que antecedem o workshop sobre mudanças climáticas que eu organizo em Genebra, aproveito os momentos livres para circular por aí, ver e aprender com os profissionais de imprensa mais experientes.

Não estou cobrindo o Euro oficialmente, reporto apenas para o meu blog, mas me divirto a beça e de quebra observo os coleguinhas trabalharem e aprendo com eles. Cobrir um evento desses é cansativo e estressante, por causa do imediatismo exigido e prazos hiperapertados. Mas a satisfação de estar ali, no momento do gol, de viver essa atmosfera de euforismo de perto, isso compensa qualquer sacríficio. É incrível como o futebol une as pessoas, é mágico. Fantástico se deixar contaminar pela paixão dos torcedores, o clima de festa.

Quando sobra tempo, ensaio uns cliques. Confira abaixo alguns flashes desta semana e Clique aqui para mais fotos.

fotos: Ana Paula de Andrade





“Enorme Frustration”

12 06 2008

Foi assim, com um “enorme” e muita “frustration” que a mídia suíça descreveu a derrota para a Turquia na última quarta (11/06/08), que culminou com a desclassificação antecipada do país-sede da Eurocopa.

A Suíça começou bem no jogo, atacando muito, pressionando. De repente começa a cair uma tromba d’água, daquelas de fazer a bola perder velocidade e exigir muita técnica para deslizar a gorduchinha pelo meio de campo alagado. No meio do primeiro tempo, um cruzamento na área e pimba: 1×0 Suíça. A Fan Zone explode colorida de vermelha explode em alegria! No terraço da Universidade de Genebra, adaptado para receber os jornalistas com TVs de LCD, bar, carpete verde e um mini-lounge, todos os colegas correram para capturar os melhores momentos da comemoração. Uns pegarem seus equipamentos e começaram a transmitir ao vivo para rádios mundo afora. Do outro lado, jornalistas suíços aos gritos de euforia: “Allez la Suisse”!

Tudo parecia perfeito. Um a zero no primeiro tempo estava ótimo, melhor do que em sonho, se considerarmos que futebol europeu é futebol de resultado. Explico: aqui se joga pelo número, não importa se jogou mal ou bem, importa é fazer um golzinho e ganhar. Bem diferente do Brasil, onde as pessoas querem ver espetáculo, futebol bem jogado, com dribles e cintura mole, daquelas de envesgar o adversário. O futebol europeu chega a ser feio, chutão para um lado, passes desencontrados do outro, mas se no fim tudo der certo, tudo bem.

Voltemos ao jogo Suíça x Turquia. Eu torci para a Suíça, desde o começo da competição. Pôxa os caras nunca ganharam nada, estão sediando a Eurocopa pela primeira vez, organizaram uma bela festa, segura, bem feita, e ainda por cima eu moro aqui! Bom, veio o segundo tempo. E com ele a decepção.

A Suíça continuava bem no jogo. Pressiona daqui, pressiona dali; bola na trave, gols perdidos. O time suíço cedeu o empate, ficou bastante tempo com a bola, mas - e esse mas diz muito sobre a diferença entre futebol europeu e latinoamericano - falta aquele jogador que resolve as coisas. Aquele menino maluquinho que entra, dribla, penetra na área e chuta a gol. Chutar a gol, pelo amor de Deus! Faltou muito chute a gol para a Suíça, falta chute a gol na Europa. Falta o famoso “matador”, eles não têm isso por aqui.

E como diz o famoso ditado desconhecido por essas bandas: “Quem não faz, toma”. Eles tomaram. E foi duro o golpe, viu minha gente. Atacaram muito, e num único contra-ataque a Turquia fez o gol da desclassificação suíça. Foi praticamente uma morte súbita, por que estávamos nos acréscimo finais, quem fizesse levava. Suíça eliminada. Festa turca nas ruas.

Festa turca nas ruas de Genebra - 11/06/2008






A party named football

8 06 2008

Click here for more pictures

The Swiss-Austrian Euro cup has just started. Last night, in the middle of the crowd, for the first time, I felt like I was in somewhere else beyond Geneva. Screams, joy, noise, flags and fans everywhere. The Euro cup started. But of course, with the Swiss mark: organization and security.

The city hosts three matches: Portugal x Turkey , Czech-Republic x Portugal and Turkey x Czech-Republic.

To welcome its visitor, Geneva has prepared a great reception. Bellow, you will find out how the football fans can have fun during the championship, in Geneva.

The Fan Zone Genève

80% football, 20% music!

Is a huge outdoor place, with lots of food and beverage from all around the world, VIP area (of course!) and the presence of different medias. Is a meeting point for fans, with two giant screens of 60m2 and great definition! After all, there will have always a little bit of music, with concerts live music or the Swiss francophone radio making the breaks more fun.

Here, some images of the Fan Zone during the first evening: Switzerland x Czech-Republic. But this match is theme for another post…

. . .

.

Fan Club08

80% music, 20% football

The right place to continue the party after the closing of Fan Zone and the end of concerts in Fan Village. More than 2500 places with the most wanted DJ’s of the summer. The party in Fan Club08 starts at 23 o’clock and finishes at 5 in the morning, everyday!

After the matches, the screams and the heartbeats, is time to party! With a minimum of two concerts per day, the Fan Village has its 30 m2 screen, a Fan Camp and 15 restaurants. More than 50 groups from Geneva and surrounded areas will play on the Fun Village stage. The Fan Camp offers cheap accommodation for fans, like camping cars.

To get in is free in all this places.





Pangea Day. Awesome!

29 04 2008

Would you imagine a day when the world would stop to assist the same event, broad-casted in seven different languages? O.k. World cup and Olympic Games do it already. But not, I’m not talking about mainstream events, I’m talking about Pangea Day. On May 10, at 18′clock GMT, Cairo, Kigali, London, LosAngeles, Mumbai and Rio de Janeiro will be the locations for live programs, music and speakers.

In the occasion 24 short movies will be broadcast during a four hours event. So, what’s so different? The great thing about Pangea Day, beside the transmission in seven different languages, is that it will be available in the Internet, TV and mobile phones worldwide with the purpose to make people to get know more about each ones life and focus in our similarities, not in what makes us different, using the power of film to strengthen tolerance and compassion. Awesome!

Watch the trailler:

The event is supported by Nokia and a list of people like Bob Geldof, Cameron Diaz, Paul Simon, Will.i.am, Judy Mcgrath (MTV CEO), has MSN and The Sapling Foundation as their supporters. Between the contributors: My Space, Youtube, Real Time Media and many others.

On their website you can read the following description:

The Pangea Day Mission & Purpose

“Pangea Day is a global event bringing the world together through film. Why? In a world where people are often divided by borders, difference, and conflict, it’s easy to lose sight of what we all have in common. Pangea Day seeks to overcome that – to help people see themselves in others – through the power of film.”

Pangea Day promises:

“4 hours. 24 films. A new way to see the world.”

Go now and check!





Museeka made it

26 04 2008

Museeka is one the most promising companies in EuropeSome months ago I told some friends about Museeka and it generated a couple of posts on blogs and some exposure. Since then many things happened. Despite of some people having considered Museeka as just one more “flash in the pan” company like these ones we see born and dead in six months, I want let you know that Museeka has been named one of the most promising 100 companies by Red Herring. But who or what is Red Herring? They are a global media company.

Red Herring lists the100 best start up innovative technology companies in Europe. Google, eBay and Skype are examples of companies which came out of this list. Read more…





Auto-estima

26 04 2008

Acabo de ler um artigo na BBC Brasil sobre a ausência de diversidade racial na SP Fashion Week, a maior semana de moda do Brasil e uma das mais “bam-bam-bam” do mundo. Nossas revistas femininas nunca refletiram a diversidade racial de nosso país. A TV idem. E nossa mais prestigiada semana de moda foi pelo mesmo caminho. Perdemos, mais uma vez, a chance de mostrar nossa cara para o mundo, de exportar a imagem da moda atrelada a imagem da verdadeira população de homens e mulheres negros e mestiços (todas as mestiçagens, indígena, japonesa, negra, branca etc.) desse país. De encher páginas de revistas gringas com cores e tonalidades tipicamente brasileiras. De novo recorremos a nossa falta de auto-estima para exportar um Brasil fake.

Quem lê as edições nacionais de “Elle”, “Marie Claire”, “Estilo” entre outras, simplesmente não encontra o Brasil nessas revistas. Modelos de 1m80 de altura, brancas, cabelos lisos e olhos claros, é só que vemos, como se fôssemos a Suíça ou a França e nossas mulheres fossem todas alvas ou usassem batom rosa. Na TV até bem pouco tempo negro ou era doméstico ou figurante de cadeia em novela, com raríssimas exceções. Foram poucos os que ousaram quebrar paradigmas, como a TV Manchete com “Xica da Silva”. Nossas revistas refletem um mundo que não é o nosso, uma população que não passa nem perto do que somos. Mesmo assim continuamos a comprar tais revistas e assistir a canais que não previlegiam nossa diversidade racial. Por que? Por que fazemos tanto esforço para esconder o que somos? Um problema de auto-estima, talvez. De auto-estima do negro, do mestiço, que não é aceito e por vezes não se aceita como é. De auto-estima do branco, dos fashionistas de plantão, que precisam se apoiar em padrões estéticos além-mar para convencer a si mesmos de que seus trabalhos são bons o bastante para serem considerados “quase europeu, coisa fina”. Questão de aceitação. Em ambos os casos, as raízes da inferiodade foram solidamente nutridas durante o período colonial.

No Brasil, se eu quiser saber como me maquiar tenho de comprar revista segmentada, voltada para negros. Se eu quiser ler uma feminina, tenho de me contentar e aceitar que batom roxo e blush rosa bebê nada têm a ver comigo, fechar a revista e me sentir frustrada por que a cor da sombra escolhida pelo editor de moda não pega bem para meus olhos não-azuis. Conselho de beleza? Peles brancas. Quer um olho de gata arrasador? Sem chance com esse olhinho marrom que a natureza te deu. Se não for azul ou verde, a maquiagem não serve.

Ironias a parte, por que será que tentamos tanto imitar os europeus no que diz respeito a beleza e moda? E por favor não me venham com respostas como “Por que a moda vem de lá pra cá e a Europa é sempre tendência”. Não precisa chover no molhado. Eu vivo na Europa e acredito 100% que o Brasil pode exportar moda (como já vem fazendo), fazer sua própria moda, até por que aqui o padrão ‘etnico-cultural-social’ é muito diferente do nosso. Eu sou a favor de que se copiem os bons exemplos, mas até a nossa diversidade racial querem falsificar. Quem vê o Brasil daqui da Europa pela imprensa feminina local ou pelos desfiles de moda nem imagina o quão rica, exótica e esplendidamente misturada é a nossa população.

‘O quê, não tem mercado para modelos negros?’ Que papo mais furado. Quem faz o mercado são vocês, editores de revistas, são os estilistas que escolhem as modelos para seus desfiles, são as agências de publicidade que montam as peças publicitárias, são os produtores de elenco de TV e por fim, é o povo que consome o produto final das vossas criações. Isso é o mercado, é cada um de nós juntos, cada qual com seu papel, sendo ao mesmo tempo representante e representado.

Daqui a pouco vem alguém dizer: “Ah, mas as coisas estão mudando”.

Uma pergunta: por que, sendo o país mais mestiço do mundo, nossas famosas e bem faladas top models são todas brancas? Só para citar algumas como Alessandra Ambrósio, Adriana Lima, Ana Beatriz Barros, Ana Cláudia Mitchels, Isabelli Fontana, Fernanda Tavares, Mariana Weickert e por aí vai. Será que não existem negras e mestiças, indígenas e japonesas lindas no Brasil? A mundialmente famosa e cantada beleza da mulher brasileira só encontra pares entre as mulheres brancas de nosso país?

Quizz

Alguém aí tem o nome de uma top model brasileira negra ou mestiça (vale qualquer mestiçagem: japonesa, índia etc.) estampando a capa das versões tupiniquim de “Vogue”, “Elle”, “Nova” (Cosmopolitan) e outras?

Qual a top model brazuca negra, mestiça ou índigena que fez sucesso lá fora, voltou e virou atriz de novela das oito da Globo?

Bom, eu tenho estado fora fo Brasil há algum tempo, mas talvez vocês possam dizer quando foi a última edição da “Playboy” ou da “Claudia” com mulheres não-brancas na capa? Favor não citar as bronzeadinhas da “Playboy” como exemplo…

Somos provavelmente o país com a maior população negra do mundo fora da África, mas as pessoas só ficam sabendo disso no ‘Google’. A contar pelo que vemos nas revistas e na TV, no Brasil as mulheres, em geral, se parecem com Letícia Birkheuer ou Carolina Dieckmann. E também não adianta vir com coisas do tipo: “Ah, a Marie Claire já colocou negro na capa sim”. Sim, colocoram, numa edição comemorativa no ano 2000. É sempre assim: ou é edição comemorativa ou é matéria sobre negro. Por que não publicar negros e outras etnias em páginas de revista apenas por serem bonitos ou bons modelos?

Sinceramente, tem dias que mesmo vivendo em um país tão diferente do nosso (Suíça), eu me sinto mais valorizada. Aqui as pessoas adoram meu cabelo louco, pra cima, crespo. No Brasil é uma pressão pra gente alisar o cabelo, uma febre de chapinha que Deus me livre. Aqui as pessoas gostam de coisas mais autênticas, valorizam belezas exóticas e diferentes.

Blond girl

Temos uma legião de mulheres com feições nordestinas e nortistas, biotipo extremamente diferente do caucasiano blond. Mas para sair com o jogador de futebol, para conseguir um teste na novelinha das sete ou para receber uma ligação da Playboy, precisam ‘estar’ loiras. Para rebolar a bundinha precisa virar loira. E tão logo a fulana consiga uma certa exposião, pimba! Logo aparece loira! É um culto rídiculo e doentio de um padrão de beleza longe do nosso. Aliás, ser loira no Brasil virou estilo de vida. Não basta pintar o cabelo, precisa viver o jeito loira de ser, a saber: usar pouca ou quase nenhuma roupa, posar nua, namorar uma pseudo-celebridade, conseguir uma ponta no Zorra Total (ou numa novela das sete, se tiver sorte), ou entrar para o BBB; sair na revista Caras em manchetes como “A loira fulana de tal na Ilha de Caras”.

Sim, alguns de nós somos loiras e loiros no Sul. Somos negros na Bahia. Somos índigenas no Amazonas. Somos mestiços nos cantões do Brasil, um mosaico de etnias em São Paulo. Tudo isso compõe o Brasil. Brasil esse que o mundo ‘fachion’ não aceita, por que ser europeu é mais legal, mais cool, mais in. No cool dessa gente! Me pergunto qual é o Brasil que o europeu daqui que vê a SP Fashion Week pela TV e internet conhece? E quando ele viaja ao Brasil, como é, para ele, o choque dos Brasis? o Brasil real com o Brasil fake? Esse complexo de inferioridade é nosso, exclusivamente nosso. Aqui na Europa as pessoas acham o máximo a diversidade cultural e étnica do Brasil. Nosso país é in aqui. Nós é que ainda não perdemos a mania de se rebaixar.

Não fica difícil entender porque muitos acreditam que o brasileiro desvaloriza a própria imagem.

Vá nesse link olhe as fotos e me responda: pelas fotos, ambiente e perfil dos modelos, você imaginaria que se trata de uma semana de moda no Brasil se ninguém te falasse?





Kofi Annan: “Polluters must pay”

23 04 2008

with Ambassador Walter Fust, CEO of GHF The nice thing about my job is that I have the chance to meet and see some important players on the global scene. Yesterday in Geneva, the director of the press agency which I work for took me with him to a press conference with Kofi Annan. The former UN Secretary-General talked about climate change and food crises worldwide. His NGO - he’s the founder and president of the Global Humanitarian Forum - headquartered in Geneva, will hold a meeting on June to talk about climate change and its global consequences.

I was quite happy for the opportunity to watch an important personality talking about such important an issue for our survival and the future of humankind. But I’d like to see journalists a bit more challenging, asking questions to make people think before answering and kind of forcing the interviewed to give stronger and more forceful answers. Kofi Annan was asked … Read the full article, click “Happening”